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Tracuateua faz parte da microrregião Bragantina, no nordeste paraense. A população é de 26.166 habitantes, contagem 2007 do IBGE. Destes, quase 80% desempenham atividades agrícolas ou extrativistas, não existe indústria e o comércio ainda é pequeno.

O município, dependente de repasses de verbas dos governos Federal e Estadual, é carente de serviços básicos de infra-estrutura. Na sede municipal, com cerca de 6 mil habitantes, o sistema viário apresenta pavimentação asfáltica em algumas ruas, nas demais vias o leito é natural ou empiçarrado; não existe rede de esgoto, as águas pluviais captadas em valas são lançadas no rio Tracuateua; a distribuição de água tratada é feita pela Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) mas 40% das residências não são atendidas pelo serviço; o lixo doméstico é coletado pela prefeitura que deposita a céu aberto em uma área circunvizinha a zona urbana; a energia elétrica funciona 24 horas, através da linha de transmissão de Bragança.

A saúde pública é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde – SEMS. Há um Centro de Saúde, denominado de "Raimundo Roque Pinheiro", com pronto-atendimento 24 horas, médicos clínicos gerais e especialistas durante a semana, ambulância, laboratório de análises clínicas, programa de saúde à distância e parcerias com o Governo do Estado com a equipe de DST-AIDS e 12 Postos de Saúde, sendo que sete deles são habilitados como Unidades de Saúde da Família (contam com médico e enfermeiro, em cinco delas possuem equipes de Saúde Bucal e há ambulâncias em duas unidades). Há um Conselho Municipal de Saúde que faz o controle social. Porém, a assistência hospitalar ainda está baseada na cidade de Bragança.

A educação, municipalizada, ainda é problemática: falta de verbas; baixa qualificação da maioria dos docentes; insuficiência de funcionários e má remuneração. Pelos números do censo educacional (MEC/INEP-SEDUC/ASPLAN, 1997) a taxa de atendimento escolar, no ensino fundamental foi de 99,5%. O índice de evasão escolar não foi medido, mas sabe-se que é maior nos períodos de colheitas do feijão e em função da época da pescaria. A partir de 1998, foram criadas turmas para alfabetização de adultos. Porém, segundo o IBGE, em 2000 o analfabetismo atingia 18,42% população acima dos 10 anos.

O maior potencial econômico da região está concentrado nas atividades agrícolas, com grande disponibilidade de terras cultiváveis. A produção é agrupada em comunidades. Existe acesso fácil aos mercados interno e externo. No entanto, falta maior investimento financeiro no setor. Há a necessidade de melhorar as estradas vicinais, construir armazéns, implantar feira do produtor e fomentar mais associações de produtores rurais.

O turismo, por enquanto, é apenas contemplativo, mas há potencialidade para a prática do ecoturismo. Existem extensos campos naturais, uma trilha ecológica da antiga estrada de ferro Belém-Bragança, pousadas (Toka da Amizade e Fazenda Vitória), outras variedades ecológicas como balneários nos rios Tracuateua e Caeté e seus igarapés e na região litorânea há as praias de Quatipuru-Mirim, Furo Novo e Bossa Nova.

Na sede do município há uma agência postal e telefones residenciais, porém não há cobertura de telefonia móvel. Não há emissoras de rádio e tevês e nem jornais locais. É necessário o uso de antenas parabólicas que só recebem a programação nacional das televisões. As informações da região só chegam através do rádio e de um periódico de Bragança.

Design: Cristina Silveira